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PROJETO FAUNA AO
VENTO
Entenda o Projeto
O projeto terá inicio a
partir da saída da Nova Zelândia, programada para maio de 2010.
Durante as travessias, todo animal avistado será catalogado e quando
possível, monitorado. Esse monitoramento será feito através da
observação do animal e será anotado diversas informações sobre a
espécie. Todas essas informações servirão de apoio para entender o
porquê da espécie estar naquele local e naquela época. Quando o
barco estiver ancorado, será feito um levantamento da fauna presente
nas ilhas, com as espécies mais relevantes, e pincipalmentes as
espécies endêmicas (que só vivem naquele local).
Os animais que entrarão
no catálago serão, principalmente, tartarugas, aves e mamíferos
marinhos. Peixes (incluindo raias e tubarões) também entrarão na
lista, porém com o objetivo apenas de levantamento de espécie.
Quando possível, invertebrados, como corais, moluscos e águas vivas,
também serão registrados. A flora marinha também receberá atenção,
mas com enfoque secundário, e será registrada apenas quando não
houver fauna possivel de obervação.
Com esse levantamento
poderá ser publicado um artigo com todas as espécies registradas
pelo Projeto, com curiosidades sobre cada uma e fatos relevantes
durante as avistagens. Também poderá ser feito uma comparação com a
fauna marinha brasileira, analisando suas similaridades e
distinções. Os resultados servirão para mostrar a fauna nessa região
do planeta por um olhar de 4 jovens velejadores numa aventura ao
redor do mundo.
O artigo futuramente
publicado poderá ser extendido a novas pesquisas. O Projeto Fauna ao
Vento, nada mais vai fazer do que uma revisão bibliográfica das
espécies marinhas desta região do planeta. A comparação com a fauna
marinha brasileira será inevitável. Como a trajetória da viagem está
localizada nas mesmas latitudes do Brasil, muitas espécies que
ocorrem lá, também poderão ser vistas nas águas do pacífico. A
espécie Eubalena australis (baleia franca), por exemplo, tem
registros de avistamentos tanto nas águas do pacífico sul quanto nas
águas do atlântico sul, nas costas da Argentina, do Brasil e da
África. E é isso que os resultados do Projeto buscarão mostrar.
Paralelos entre as duas faunas. Ainda poderá abrir o leque para mais
estudos como o porquê das espécies estarem tão distantes e
continuarem com as mesmas caraterísticas e comportamentos. Também
poderá ser discutido sobre hábitos diferentes de individuos da mesma
espécie ou hábitos semelhantes de animais de diferentes espécies,
gêneros ou famílias. Ocorrerão animais endêmicos nas ilhas que
obviamente despertarão a curiosidade das pessoas, como o porquê de o
animal viver somente naquele local, suas características e seus
hábitos de vida.
Durante
as travessias:
Dos 6 meses aproximados da viagem, pelo menos 30 dias serão
navegando. Durante as travessias os animais que serão observados
serão todos os de possível visualização. O barco apenas vai parar
algum momento se o animal estiver tendo algum comportamento
peculiar, como reprodução, pariamento, amamentação, disputas, ou
algo do genero, caso contrário, se o animal estiver apenas se
deslocando, o monitoramento será feito até se perder o indivíduo de
vista.
Durantes
as paradas:
As estadias nas ilhas servirão para
conhecer a fauna local, e os animais mais interessantes entrarão no
catálago. O enfoque maior sempre serão os animais da fauna marinha,
porém, outros animais poderão entrar na lista de espécies avistadas.
Nas ilhas, os objetivos de conhecer os animais que nela vivem, é
descobrir alguma espécie endêmica, ou se o local serve de rota de
parada para algum animal em migração e o porquê disso.
Objetivos
-
Conhecer e divulgar a fauna marinha presente nessa região do
planeta;
-
Entender e compreender, quando possível, a migração e hábitos de
algumas espécies;
-
Verificar se há ocorrência de interações intra e inter específica
entre as espécies;
-
Registrar em fotografia tudo que for possível para ilustrar as
informações;
-
Ver se há endemismo (espécies que vivem somente em algum local) em
alguma ilha;
-
Ver as espécies que usam as ilhas apenas como ponto de parada para
sua migração e as razões disso;
Metodologia
A pesquisa será feita
através do monitoramento 24h por dia de todas as espécies que
puderem ser observadas. O veleiro Canela tem como regra sempre ter
alguém acordado, o que viabiliza esse monitoramento. Qualquer animal
que aparecer será registrado. Esse monitoramento vai ser feito a
olho nu, ou quando nescessário com auxílio de um binóculo. Junto com
o obervador terá uma prancheta com dados a serem preenchidos a
respeito do animal, uma bússula para saber em que sentido ele se
desloca, uma máquina fotográfica para fazer o seu registro, um
termômetro para medir a temperatura atmosférica e a da água, e o GPS
do barco servirá de auxilio para saber a posição aproximada do
indivíduo.
Bibliografia
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