Após o
almoço, onde Mama Hideo cada vez e mais admirava Lenka, Teru comentou
que gostaria de fazer uma surpresa a sua futura noiva.
─
Querida Lenka, irei mostrar a você agora a tarde o projeto em que
estamos empenhados e acredito que irá gostar!!!
Ela
ficara curiosa e Teru podia ler nos seu olhos este aspecto.
Dirigindo seu automóvel, rumara para Point Loma, enquanto ia mostrando
San Diego a Lenka. Pegaram a Rosecrans Ave, onde se situa o SEA WORLD,
um dos mais notáveis parques marítimos do mundo, e na confluência com
Shelter Isl Dr, seguiram para a Marina.
Passando
pelo Estaleiro Kettenburg, onde eram construídos os mais belos
veleiros clássicos da costa oeste americana, e o Pérola Negra, era um
destes, um K-47.
Em lá
chegando a ansiedade de Lenka se exacerbara, e já podia ter uma idéia
de qual seria a surpresa a ela reservada. Na Marina em frente ao belo
veleiro disse a Lenka:
─
Ai está a surpresa, o veleiro em que iremos conhecer a Polinésia!!!
A linda
hawaiana ficara maravilhada, em pensar que navegaria pela Polinésia
num veleiro qual seus ancestrais os grandes navegadores polinésios,
um sonho que sempre havia nutrido e agora ao conhecer Teru, começara a
se materializar.
─
Lindo Teru, lindo!!!
─
Nunca vi um veleiro tão lindo, todo de madeira, linhas clássicas,
maravilhoso e o nome, muito original, PÉROLA NEGRA!!!
─
Fico muito feliz que você tenha gostado e um dia você irá conhecer e
entender o porque e o significado deste nome!!!
Lenka
achara tudo formidável no Pérola Negra, suas instalações, conforto,
equipamentos. Fora inegavelmente a melhor surpresa que Teru poderia
ter proporcionado a ela, e em agradecimento beijou-o repentinamente
complementando com declarações simples e sinceras:
─
Teru, você foi a melhor coisa da minha vida, e soube disto quando o
beijei no aeroporto de Honolulu ao recepcioná-lo. Senti algo muito
diferente dentro de mim, que nunca havia sentido antes!!!
─
Minha querida Lenka, foi naquele momento, que descobri minha tão
esperada esposa!!!
Depois
de mostrar todos os detalhes e projetos para a viagem do Pérola Negra,
Teru levou Lenka ao Monte Soledad e seu belo cruzeiro, de onde se
divisa toda a cidade de San Diego e inegavelmente a mais bela vista e
cena do local.
Conversavam neste belo marco da cidade e acertaram o casamento para os
últimas dias de Julho, para Lenka uma época ideal para sua realização,
e que seu pai fazia questão fossem as bodas realizadas no Hawaii, em
sua residência, onde a família Sekito ficaria hospedada. E assim
ficaram acertados.
Do Monte
Soledad, desceram direto pela encosta norte e em poucos minutos
chagavam a casa de Kuramoto.
Lenka
ficara absorvida pela beleza de residência, era como se estivesse no
Japão. Belos jardins muito bem tratados com pequenas fontes e lagos, o
equilíbrio das harmonias da água e das plantas, e a casa toda em
estilo japonês com aquela suavidade e simplicidade que a torna tão
bela e admirada, inegavelmente o simples era o belo, uma das
características maiores da tradicional arquitetura japonesa.
Kuramoto
vendo os amigos chegarem de imediato veio a seu encontro para
recebê-los:
─..E
como foram os noivos nesta bela tarde de verão californiano???
─..Excelente Kura san!!! Comentava Lenka.
─..Conheci
o Pérola Negra, o mais belo veleiro que já vi!!!
─..Lindo não é Lenka, já acertamos com Teru san
que faremos grandes velejadas juntos!!!
E,
levava os amigos a sala de estar de sua bela casa, onde o casal
Nakamura e Bárbara aguardava os amigos recém chegados, para acertarem
os detalhes do noivado e casamento.
Conversaram sobre a data exata, os convites, convidados e o Sr.
Nakamura complementava que após o casamento, convidaria o casal Sekito
para visitarem o Japão, sendo tudo responsabilidade do Grupo Nakamura
Ásia.
Teru
estava feliz, pois este era o sonho de seus honrados pais e agradeceu
sinceramente a Nakamura san aquele convite.
Como
Teru sempre comentava, o tempo ao lado de Lenka passava muito rápido,
e logo chegara o dia da cerimônia de noivado.
Às 17:00
h, Teru chegava a residência de Kuramoto com seus pais, onde o
anfitrião já os aguardava, encaminhando ao salão principal. O ambiente
ganhara vida, mais belo ainda estava, decorado com arranjos muito bem
elaborados ao estilo japonês com camélias brancas e pequenos detalhes
que quebravam a coloração alba, com flores de cerejeira.
Ao
centro do salão, uma pequena mesinha de charão preto, detinha em seu
canto esquerdo muito bem elaborado arranjo Ikebana, composto com uma
linda orquídea Phalenopsis branca levemente retorcida sobre um galho
de pessegueiro. Tudo era impecavelmente arranjado com perfeito bom
gosto de um artista.
O casal
Nakamura já os aguardava, contudo Lenka e Bárbara não estavam
presentes.
A
família Sekito vestia-se a tradicional moda japonesa para estas
ocasiões, como o casal Nakmura.
Os
convidados e amigos de Teru, o Chefe de Policia, da academia, do
estaleiro e alguns dos oficiais e alunos do Mestre, não mais de 50
pessoas.
Todos
presentes, quando o suave toque de um sininho e dois pauzinhos de
bambu batidos chamavam a sua atenção.
E, Lenka
entrava no salão acompanhada de Bárbara. Trajava um lindo kimono
japonês com bordados e brocados dourados sobre uma seda de azul
celeste, seu penteado tipicamente a maneira oriental, com um belo
pente de laka vermelha que sobressaía ainda mais seu belo conjunto.
Alguma simples e bem colocadas flores de cerejeira pendiam
lateralmente, era inegavelmente a figura de uma linda bonequinha
japonesa, daquelas que todos não se cansam de admirar.
Depositava em Teru um singelo olhar de onde saiam brilhos de emoção e
faíscas de felicidade, acompanhado de um disfarçado e meigo sorriso.
Existe
no Judô, uma técnica muito usada, pelos mestres e alguns avançados
faixas preta, que se trata do controle das emoções. Através de um
exercício diário e continuo da respiração, após bastante pratica e
tempo, as reações normais do ser humano são ultrapassadas e se
encontra num patamar muito mais elevado a calma e o controle do corpo
e da mente. Não se trata de transe ou algo entorno disto, é na verdade
um exercício de controle mental e muscular, oriundo dos tradicionais
praticantes de Kendo, a esgrima japonesa, onde se inspirou o Judô para
o uso desta técnica.
Teru era
mestre no uso desta técnica, aprendera muito quando jovem a praticá-la
com seu sensei. E, complementara-a através de incansáveis leituras dos
textos de Myamoto Musashi.
Nestes
momentos tinha total controle sobre si, seus movimentos e ação. Todos
os seus sentidos ficavam plenamente aguçados e em total equilíbrio, de
forma que transparecia uma total calma exterior.
Muita
vezes detinha o poder, face a sua força mental, de induzir algo no
ambiente a que estava inserido a ocorrer sob sua vontade.
Seu
sensei também possui tal postura e ambos em conjunto manifestavam a
vontade de calma e muita paz na cerimônia e todos se sentiam calmos e
tranqüilos e um ligeiro perfume da flor de lótus invadia o ambiente
envolvendo todos os presentes que se encontravam maravilhados com
aquele detalhe tão sutil.
Este foi
o momento que se dirigia o Sr. Myamoto ao antes e nervoso Sr.
Nakamura, agora experimentando um calma invulgar:
─
Honrados Sr. e Sra. Nakamura, aceitem esta humilde oferta de nossa
família para que possa ter a ousadia de lhe dirigir a palavra!!!
Bonsai
Tudo era
falado em japonês do mais tradicional. E numa longa reverencia passava
as mãos do Sr. Nakamura um belíssimo bonsai de salgueiro, onde seu
longos galhos retorcidos, se espalhavam no sentido longitudinal de
forma harmoniosa e muito bem equilibrada. A pequena arvorezinha para
os entendidos apresentava mais de 30 anos.
E o Sr.
Nakamura se dirigia ao Sr, Myamoto no mesmo estilo e forma:
─
Honrado Sr. Myamoto, nobre representante da Família Sekito,
humildemente e honrados aceitamos sua preciosa oferta e ansiosos
aguardamos suas palavras!!! Dizia isto também fazendo uma longa
reverência.
Aos
ocidentais presentes, Kuramoto ia sutilmente fazendo a tradução para
que todos se inteirassem do que ocorria.
O Chefe
de Policia estava totalmente inebriado pela bela cerimônia, e aquele diálogo mágico de atenções, onde o respeito de um pai para outro era a
tônica maior.
─
Sr. Nakamura e esposa, é profundamente agradecidos que nos dirigimos a vossa honrada família, solicitando aceite nosso humilde pedido, para
que nosso filho Terumitsu, o beija-flor dos Sekito possa sentir o
suave mel e doce perfume de sua bela flor de lótus, Lenka.
─
Sr. Myamoto e esposa, profundamente honrada está a família Nakamura
de receber tal solicitação, o que nos deixa muito felizes em termos
tão belo beija-flor em nosso jardim, que tantas alegrias dará a nossa
flor.
E,
pegando de forma bem leve e lenta nas mãos de Lenka oferecia a Teru,
dizendo:
─
A
família Nakamura promete a mão de sua filha Lenka ao jovem Terumitsu
Sekito!!!
E todos
batiam muitas palmas, enquanto as famílias se reverenciavam muitas
vezes.
O pedido
de casamento fora realizado na mais tradicional forma e aceito de
acordo com o rígido protocolo familiar japonês.
E os
serviçais de Kuramoto, dirigidos pelo mordomo Hiroshi, começavam a
servir o coquetel aos convidados presentes.
O
sininho e os pauzinhos de bambu novamente eram manifestos e chamavam a
atenção dos presentes, quando Kuramoto o anfitrião, iría fazer uso da
palavra:
─
Família Nakamura, Família Sekito, estimados irmãos Lenka e Terumitsu,
meus amigos, é com muita honra que nossa humilde residência hospeda
esta cerimônia, em retribuição por esta deferência toda especial para
com este modesto amigo, nos sentimos na obrigação de ofertar ao casal
de noivos sua lua de mel na Polinésia com o agradecimento por
aceitarem esta singelo presente.
Teru
ficara maravilhado, e agradecia com Lenka muito ao amigo, poderia
agora levar sua Pérola Negra as suas origens se acalentar nas límpidas
e cristais águas de Rikitea
─
Somente um mestre de Judô 8° Dan, pode acompanhar uma dama tão linda
como Miss Lenka!!! Dizia o Chefe de Policia.
E o
grupo ria muito e concordava com o comentário do Chefe. A futura
esposa de mestre Teru era daquelas mulheres que se olha uma vez e
nunca jamais se esquece.
O Sr.
Nakamura se acercava do centro do salão e novamente os sons eram
ouvidos e ele se manifestava:
─
Meus amigos, o casamento de nosso filhos será realizado no Hawaii,
daqui a exatamente 30 dias, e todos os presentes estão desde já
convidados a dele participarem, com todas as despesas de transporte e
hospedagem, para que vocês nos honrem com sua presenças, pelo Grupo
Nakamura América.
Uma
grande salva de palmas era ofertada ao Sr. Nakamura, enquanto o Chefe
de Policia, brincava comentando mais uma vez com o seu grupo:
─
Os americanos deviam adotar o sistema de noivado e casamento japonês,
onde até os convidados ganham presentes. E que presente, passagem
aérea e estada no Hawaii!!!
─
Cada vez me convenço mais que encontrar Mestre Teru, foi uma grande
sorte para a Polícia de San Diego e seu ”humilde” Chefe!!! Dizia
isto fazendo um arremedo de reverência japonesa.
E o
grupo ria ainda mais e dizia estar o Chefe em total felicidade, pois
se encontrava totalmente a vontade e descontraído.
Enquanto isto o Sr. Nakamura conversava com o sensei Myamoto.
─
Myamoto san, como já conversamos com Teru, o senhor e sua esposa com
Teru san, ficarão hospedados em nossa casa no Hawai, e após o
casamento os convido a me acompanharem a uma viagem ao Japão, para
conhecerem o Grupo Nakamura e reverem nosso pais.
─
Nakamura san, ficamos muito honrados e agradecidos com sua oferta e
esperamos não venhamos a incomodá-lo!!!
─
De forma nenhuma Myamoto san, será realmente um grande prazer para
nos!!!
Enquanto
isto a Sra. Hideo como sensível budista agradecia a Buda sua bênçãos
recebidas:
─
Amina Buda!!!
─
Amina Buda!!!
A
recepção ofertada por Bárbara e Kuramoto fora impecável em todos os
seus detalhes e a seu termino, quando todos os convidados já se haviam
retirado, conversava com seu artista:
─
Kura san, me sinto realmente feliz e satisfeita por ter colaborado com
união de tão queridos amigos!!!
─
E
verdade Bárbara, para mim também foi um prazer notável e me sinto
realizado em vê-los tão satisfeitos.
Os
técnicos, amigos de Teru no estaleiro, prometeram, como presente de
casamento que juntos terminariam, todas as ultimas pendências do
Pérola Negra e que quando retornasse de sua Lua de Mel, na Polinésia,
seu veleiro estaria totalmente concluído.
Aquilo
fora perfeito e acertava todas as suas preocupações resolvendo-as.
Quando a
sós com Lenka, no jardins de Kuramoto, Teru retirava seu colar de
couro negro, abria o pequeno saquinho, e colocava nas mãos de Lenka a
grande pérola negra, dizendo:
JARDIM JAPONÊS DE KURAMOTO
─
Lenka este é o meu talismã, somente Kuramoto, e você agora, o
conhecem!!!
─
Teru, é uma grande pérola negra, é a maior que já vi em toda minha
vida!!!
─
Minha querida Lenka, é a maior pérola negra do mundo, tenho-a desde os
meus 8 anos, me protegendo e as pessoas mais chegadas a mim. Agora
você estará por ela sendo protegida também, e peço que guarde este
segredo!!!
─
Incrível Teru, extraordinário, este será nosso segredo!!!
Lenka
ainda ficaria em San Diego mais dois dias, e Teru se esmerava em
mostrar a ela a sua cidade. E, foi numa destas ocasiões que ela pode
conhecer, quem seria o notável homem com quem iría se casar em breve,
face a um desagradável incidente ocorrido na Grand Ave.
Teru
estacionara seu automóvel e fora rápido ao pequeno mercado onde era
assíduo freguês e ao retornar vira seu carro cercado por motoqueiros,
de aspecto desagradável e importunavam a linda Lenka, com piadas de
mal gosto e palavras nada apropriadas para o trato com tão bela dama.
Lenka
subira o vidro de seu lado. E um dos motorneiros, levantara a mão com
um soco inglês para parti-lo. Foi quando sentiu um forte puxão em seu
braço para traz seguido de uma incrível dor que o fez soltar urros e
via seu ombro todo deslocado com uma enorme fratura exposta.
Seus
companheiros repararam na figura de um estranho e sério japonês, com
uma maça na mão, e um olhar frio e inquisitivo para todos.
À suas
costas um dos membros do nefasto grupo tentava despercebido pegar Teru
com uma corrente se dirigindo a seu pescoço, e não entendeu bem o que
acontecera pois tudo de repente ficara negro e se via deitado no chão
com os olhos revirados, com uma enorme maça na boca, e um horrível
gosto de sangue em sua garganta, misturado com fragmentos de seus
dentes, o que provocara o início de terríveis dores.
Seus
companheiros de grupo olhavam estáticos para o corpo inerte no chão
com a corrente totalmente envolta em sua face deformada.
Os três
membros restantes do grupo se assustaram com aquela terrível cena, e
um deles enfiando a mão no grosso casaco de couro tirava uma pistola
automática, que não chegando nem a se virar para o japonês, recebia
um forte impacto em sua mão fazendo a pistola voar, enquanto o japonês
olhando para ele fazia um sinal de desapontamento, a última visão que
conseguiu ter após tudo se tornar escuro e sua motocicleta Harley
Davison, tombar sobre seu corpo quando no solo.
Foi
neste momento que diversos carros patrulha da policia de San Diego,
com suas estridentes sirenes, rápido cercavam o grupo impedindo que os
elementos se evadissem, e os policiais diziam aos berros para os
sobreviventes do massacre:
─
You are rest!!!
─
Down, down!!!
─
Você está preso!!!
─
No chão, no chão!!!
E os
motoqueiros deitados no chão viam seus braços serem colocados para
traz enquanto eram algemados.
Lenka
estava perplexa, Teru era mais rápido que um raio, praticamente voava,
seus movimentos precisos eram incapazes de serem acompanhados por seu
olhos e seus adversários jaziam estirados na rua totalmente quebrados.
E um
sargento se virava para Teru perguntando:
─
Mestre Teru, tudo bem com o senhor e sua noiva???
─
Perfeitamente Sargento Phill, acredito é que não deva estar muito bem
para estes cafajestes!!!
─
Com toda certeza mestre, com toda certeza!!!
E
enquanto eram colocados nos carros policiais, um dos oficiais
comentava:
─
Hoje foi o dia de azar de vocês, toparam com a pessoa errada e no
local errado, este é Mestre Terumitsu, 8° dan de Judô e professor de
defesa pessoal da força policial de San Diego, e pelo estrago que
sofreram devem tê-lo irritado!!!
Enquanto
outro policial apanhava a pistola sequer usada na rua, os comerciantes
e transeuntes, conhecidos de Teru, o cumprimentavam pela lição bem
aplicada a pessoas que não deviam estar em sua cidade.
Lenka
notara que Teru não tinha um só arranhão, não demonstrava nenhuma
excitação era a calma personificada, sendo seu semblante um elemento
transmissor de paz e tranqüilidade. E virava-se para Lenka
perguntando:
─
Minha querida Lenka você esta bem???
─
Querido Teru, em meus 27 anos, nunca vi nada semelhante ou parecido em
minha vida!!!
Teru
segurando suavemente as suas mãos sorria comentando:
─
Bem, só agora é que sei a sua idade, e você irá aprender comigo todas
estas técnicas para caso não esteja presente. E garanto que será minha
aluna predileta!!!
A linda
Lenka, sorrindo respondia:
─
De acordo meu mestre, de acordo!!!
E ficara
pensando, o mestre, tenho mais 10 anos que minha Lenka, e nem sentimos
esta diferença. Todavia todos os presentes poderiam apostar que o
casal devia ter a mesma idade por volta dos 25 anos!!!
Lenka
acabara retornando ao Hawai e Teru iniciava os preparativos para sua
ausência. Ultimava com Kuramoto os detalhes do Pérola Negra,
explicando aos amigos do estaleiro os aspectos que ficariam pendentes.
Na academia transmitia as determinações aos professores que a estariam
coordenando e administrando face a sua ausência e de sensei Myamoto.
Acertara que o Professor mais antigo, do tempo de College, hoje já 5° dan, ficaria residindo em sua casa e teria 4 auxiliares que nestes
tempos dormiriam na academia e estariam lá 24 horas para que nada
ocorresse de anormal.
Tudo
fora visto em seus mínimos detalhes e poderiam se ausentar tranqüilos.
E
Chegara o momento de partirem para o Hawaii, Mestre Teru e seu grupo.
Amigos e alunos da força policial liderados por seu Chefe, os colegas
e do estaleiro, seus pais, Bárbara e Kuramoto.
A
comitiva de San Diego contava com cerca de uma 60 pessoas, e até o
aeroporto de L.A., foram acompanhados por diversos carros da policia
de San Diego, a frente o Rolls Royce prateado de Bárbara, tendo de
cada lado dois batedores em suas motocicletas.
Logo
atrás o carro oficial do Chefe de Policia e seguido da grande
comitiva.
No carro
do oficial Steeve, comentava com um forte rapaz, já faixa preta e dos
bons alunos de mestre Teru:
─
Esta vendo Natan, quando um homem é admirado por seus amigos esta é a
recompensa, todos gostam de estar a seu lado nos principais momentos
de sua vida!!!
E todos
quanto viam aquela comitiva passar, comentavam tratar-se de alguém
muito importante, enquanto Charles dirigindo o carro principal,
conversava com seu passageiro de lado, o mordomo Hiroshi:
─
Hiroshi san, Mestre Terumitsu deveria se casar sempre para termos esta
tranqüilidade de tráfego, com todos abrindo caminho a nossa
passagem!!!
No
aeroporto de L.A. o Chefe de Policia da cidade aguardava seu colega de
San Diego com sua comitiva, todos queriam também cumprimentar Mestre
Terumitsu.
A seu
lado os 3 professores de Judô da Polícia de L.A. indicados por Mestre Teru, um deles agora 6° dan, e grande admirador do mestre de San
Diego, com quem há muitos anos atrás fora vencido na luta final do
Campeonato de Judô da colônia de Sacramento, o Professor Kitajima.
Abraços
fartos, reverências e muitos comprimentos à chegada de Mestre Teru e
sua comitiva ao Aeroporto Internacional de Los Angeles.
─
Mestre Myamoto, Teru san, muito honrado nos encontramos em revê-los,
após tantos anos!!!
─
Como vai Kitajima san, a quanto tempo, temos tomado conhecimento de
seu bom trabalho levado a efeito no Departamento de Policia de Los
Angeles!!!
─
Graças a sua indicação de nosso nome Teru san, e agora já estamos com
um grupo preparado para a Polícia de San Francisco, o nosso Judô esta
se tornando muito bem aceito pelas forças policiais na América.
─..É
verdade Kitajima san, uma excelente vereda, para difundirmos nosso
“Caminho Suave”!!!
Todas as
facilidades encontradas, e rápido já estavam no salão VIP da JAL,
conversando animadamente, enquanto 3 eficientes assessores do Grupo
Nakamura América, iam entregando a cada membro do grupo do Mestre
Terumitsu, seus cartões de embarque em uma pequena caixa de charão com
um agrado para se lembrarem do momento. Eram incansáveis e atentos a
tudo, pois ali se encontravam o futuro genro do Diretor Presidente do
GRUPO NAKAMURA, e o segundo maior acionista do Grupo, o famoso pintor Kuramoto e sua sócia Mrs. Bárbara Stwart.
Uma
fórmula que Bárbara havia encontrado para assegurar um futuro
tranqüilos para eles, em contrapartida seria o Grupo Nakamura o único
e exclusivo a comercializar as obras do artista.
E os
auto falantes faziam a chamada dos passageiros do vôo da JAL com
destino a Tokyo e escala em Honolulu, e a comitiva de Mestre Terumitsu
se acomodava no Boeing 747 da Japan Air Lines, tendo a bordo o ilustre
convidado da companhia, o famosos pintor, Kuramoto.
Boeing 747 da Japan Air Lines
Somente Teru, Bárbara, Kuramoto, o Chefe de Policia e os amigos mais chagados
alem de um representante do Grupo Nakamura se encontravam na primeira
classe. E o Chefe brincava com Teru:
─
Mestre Terumitsu, foi necessário este Chefe de Polícia assistir a seu
casamento para poder ir ao Hawaii e ainda voando de primeira classe!!!
─
E
o grupo se divertia com o Chefe sempre muito simpático e alegre,
divertindo constantemente a todos.
A viagem
transcorrera tranqüila num excelente clima de total e plena satisfação
e camaradagem para todos, e por volta da 15:00 h, os alto falantes da
aeronave anunciavam o pouso no Aeroporto Internacional de Honolulu,
devendo os passageiros observar os avisos luminosos de não fumar e
afivelar cintos se mantendo sentados até o total taxiamento da
aeronave e o desligar de suas turbinas.
Aeroporto Internacional de Honolulu