Para o
Hawaii, no grande jato da JAL, em sua primeira classe, partiram, o Sr,
Nakamura, Teru, Kuramoto e Bárbara e o Sr. Tanaka sutilmente informara
à Kuramoto que sua solicitação tinha sido efetivada com total sucesso,
e que em 4 dias estaria tudo sendo entregue no endereço por ele
indicado. O que valeu um elogio a ele na frente de seu superior:
─
Sr. Nakamura, sua empresa no Japão tem muita sorte de deter em seus
quadros um funcionário eficiente e altamente profissional como o Sr.
Tanaka, que me auxiliou pessoalmente em uma tarefa difícil e
complicada!!!
Tais
colocações raríssimas na cultura oriental, quando apostas equivalem a
uma extraordinária honra, deixando o obsequiado pouco a vontade
perante seu superior.
─
Obrigado Kuramoto, por suas palavras, tenho certeza que o Sr. Tanaka
não mediu esforços, como é de seu feitio, para atender sua honrada
pessoa.
De uma
forma tipicamente japonesa, agradecia ao elogio a seu funcionário e a
este parabenizava também, coisa simples e típicas da cultura japonesa
e tão estranhas para os ocidentais, sempre diretos mostrando suas
idéias sentimentos e reações. E, por muitas vezes, face a isto,
bajulam ou machucam as pessoas, e costumamos chamar isto de: Pessoas
sem tato!!!
Durante
o vôo, propositadamente, o Sr. Nakamura sentara ao lado de Teru, e
procurava conversar com ele sobre diversos e diferentes assuntos. Foi
quando tomou conhecimento de ser Mestre Terumitsu, Arquiteto, com
especialização em Arquitetura Naval, e estar construindo um veleiro.
─
É
inacreditável, Mestre Terumitsu, como sua figura é diferente, e seria
incapaz de imaginar esta sua profissão e gosto pelo mar, pensei ser
tão somente Mestre de Judô.
─
Sr.Nakamura, vamos fazer um acordo, me chame de Teru san, como
Kuramoto, e o chamarei de Nakamura, bem mais fácil e mais
pertinente!!!
─
Perfeitamente, Teru san, muita honra e prazer para este seu humilde
amigo, quando o vi tinha certeza que iríamos ter um excelente
relacionamento.
─
É
verdade Nakamura san, também tive o mesmo pensamento a seu respeito!!!
Bárbara
que de longe, com seu olhar de águia, não perdia nada, comentou com
Kuramoto:
─
Kura san, os nossos amigos acabaram de iniciar uma grande amizade, e
pelo visto o Sr. Nakamura está quebrando com todas e suas tradicionais
barreiras protocolares!!!
─
Engano seu Bárbara, quem as está quebrando é Teru san, que com os
amigos é uma pessoa totalmente diferente!!!
E o
dialogo entre os novos amigos ia se estendendo:
─
Teru san foi bom saber que você gosta das coisas do mar, pois minha
Lenka poderá mostrar as belas praias que temos em Oahu!!!
─
Ótimo Nakamura san, mais quem é Lenka???
─
Teru san, Lenka é minha menina, a única filha que temos, e tenho
certeza que você irá ser bom amigo dela também, pois é muito alegre e
esporte é sua paixão, quem sabe você poderá dar a ela uma aulas de
defesa pessoal, pois vez por outra se aborrece com alguns rapazes na
ilha!!!
─
É
Nakamura san, será uma honra!!!
Interiormente Teru já começara a se aborrecer com aquela historia,
filha de pai rico, e única, seria mais fácil e proveitoso encarar um
duro treino, todavia Nakamura vinha se tornando muito simpático e
aberto, que não restaria outra saída que servir um pouco de baba, da
filha do amigo.
O grande
jato da JAL fizera seu suave pouso no Aeroporto Internacional de
Honolulu, enquanto os potentes microfones anunciavam a sua chegada.
Hilton Hawaiian Beach Resort
Teru,
notara a beleza das cores das águas hawaianas, um azul belo esverdeado
e transparente quando bordejando a ilha. Os corais maravilhosamente
desenhados como se bordados de dourado formassem uma tiara de rainha a
bela ilha. O Hawaii era muito bonito, notara a praia de Waikiki, com
seus belos hotéis praianos, a fachada do Hilton Hawaian e seu famoso
mural com o arco-íris, símbolo das ilhas, vira a seu final o magnífico
vulcão extinto, Diamond Head, sobrevoando a Kehii Lagoon já o avião
alinhando para o pouso, pode notar a sua direita uma pequena Marina e
muitos veleiros, o que de imediato o fez lembrar do Pérola Negra, e
que um dia ainda haveria de velejar por estas águas.
PRAIA DE WAIKIKI
Ao
desembarcarem e se dirigirem as formalidades alfandegárias, Teru
começara a sentir a diferença de clima, com o vento tradicional das
ilhas, contudo a temperatura era quente, estava se iniciando o verão
hawaiano, início de junho. Notara todos com belas e floridas camisas
estampadas e todos vestidos muito informalmente, e o que mais o
impressionou é que usavam na sua grande maioria sandálias e chinelos
muito confortáveis, o que agradara muito a Teru pois sempre não tivera
muita intimidades com sapatos.
O
funcionário do Coustoms americano se dirigiu, rápido e grosseiro a
Teru:
─
Passaporte!!!
Teru não
dissera palavra, apresentara o passaporte americano, o que fora uma
surpresa para o funcionário que complementou:
─
O
Senhor se dirija aquela bancada para exame da bagagem.
O Sr.
Nakamura não gostara muito dos modos do funcionário, fez um discreto
sinal para seus auxiliares que se encontravam na área do público
externo, que de imediato saíram apressados.
Pesaram-se alguns instantes e o Diretor do Coustoms do Aeroporto,
pessoalmente vinha ao encontro do Sr. Nakamura.
─
Mister Nakamura, que grande satisfação em revê-lo, não sabia de sua
chagada, por favor seus passaportes e saiam da fila, pessoalmente
tratarei das formalidades!!! E com um rápido sinal, fez com seus
inspetores liberassem de imediato a bagagem do grupo que
acompanhava Mister Nakamura, proeminente e conhecido empresário
hawaiano.
Foi
neste exato momento, que o inspetor rapidamente fechava as malas de
Teru, e o liberava antes que o Diretor notasse qualquer fato
desabonador a sua ordem, e Teru achara aquilo muito interessante,
quanta burocracia preliminar para agora sair qual um cão com o rabo
entre as pernas.
─
Teru san, desculpe este pequeno transtorno, queria lhe apresentar o
Diretor do Coustoms local e muito apreciador de Judô, Mister Walter!!!
Dizia sorrindo Nakamura san.
─
Diretor Walter gostaria de lhe apresentar Mestre Terumitsu Sekito, 8°
Dan de Judô e o maior difusor desta nobre arte em “Mainland”(forma
pela qual os hawaianos se dirigem ao continente americano)!!!
─
Muito honrado em conhecê-lo Mister Walter!!!
─
A
honra é toda nossa Mestre Terumitsu, sou leitor assíduo das matérias
sobre Judô em Mainland e conhecemos o seu notável trabalho junto ao
Departamento de Polícia de San Diego, que revolucionou os aspectos de
trato com a sociedade, por parte dos policiais!!!
─
E
sua bagagem tudo em ordem???
─
Perfeitamente Mr. Walter, como sempre seus inspetores eficientes,
educados e solícitos!!!
O
funcionário estava pálido aquele japonês era o famoso Mestre Terumitsu,
tão comentado por todos, o primeiro americano a ser 8° dan fora do
Japão, e pensou que situação embaraçosa ficaria depois, se não
chegasse logo o Diretor, e rindo amarelo cumprimentava com a cabeça o
grande Mestre Terumitsu, que respondia de forma clássica com suas
feições duras e frias, como que a atravessar o grosseiro funcionário.
E o
Diretor sem notar nada, da forma tradicional hawaiana, dizia:
─
Alohaaaaa!!! Bem vindos ao Hawaii ao espírito do ALOHA!!! Aloha nui
loa, para todos!!!
E
conversando com Mister Nakamura e seu grupo, se dirigiam ao salão de
saída da área primaria, onde do outro lado os passageiros encontrariam
seus amigos e parentes.
Foi
quando Teru começou a reparar na beleza das mulheres hawaianas que com
a miscigenação com orientais a tornavam mais belas, esguias, com
cabelos longos e sedosos, e com os olhos ligeiramente mais puxados. O
melhorar, a seu ver, consideravelmente o perfil das tradicionais
mulheres hawaianas, mais cheias de corpo, cabelos mais crespos e com
os olhos não tão orientais.
Neste
exato momento um grupo de músicos hawaianos se aproximou tocando e
cantando as tradicionais melodias hawaianas, comandados por uma mulher
de indescritível beleza, vestindo um pareô azul com hibiscos
estampados em branco, que dançando sensualmente a Hula, ia colocando
colares de belíssimas flores trancadas nos pescoços dos recém chegados
do grupo do Sr.Nakamura.
Teru
pela primeira vez se encontrava paralisado, mal se mexia, e notara
Bárbara e Kuramoto receberem seus colares e receberem beijos nas faces
e chegara a sua vez.
Lera de
imediato nos olhos da bela mulher os raios da simpatia que sorriam
para ele de forma nunca vista antes e pela primeira vez Mestre
Terumitsu sorria, mostrando seus perfeito dentes brancos, que era
correspondido pela belíssima dama hawaina enquanto colocava o colar de
flores ao redor de sua cabeça e depositara um suave beijo nos lábios
de Teru. Um beijo suave macio como a pétala de uma orquídea e
dizendo:
─
Aloha, friend!!!
Enquanto
Mestre Teru se recompunha daquele verdadeiro Hipon, o primeiro levado
e toda sua vida de Mestre a belíssima e inesquecível dama hawaiana
pulava para os braços de Nakamura san dizendo:
─
Alhoa dad!!!
─
Aloha dad!!!
Em que
Nakamura san abraçando e beijando as faces da linda e extraordinária
dama dizia:
─
Aloha Lenka, Aloha!!!
Foi
quando todos notaram ser a lindíssima mulher hawaiana a filha do Sr.
Nakamura de quem ele sempre falou muito. A menina Lenka do Sr.
Nakamura, de menina não tinha era nada, e sim era uma extraordinária e
lindíssima mulher!!!
Teru
notara uma conversa discreta entre pai e filha, algo referente a sua
pessoa, e o Sr. Nakamura pegando a mão da filha se dirigiu diretamente
a ele.
─
Minha menina, este é Mestre Terumitsu, um grande amigo que fiz no
Japão, será sua responsabilidade fazê-lo sentir-se bem em nossa ilha e
introduzi-lo no espírito do Aloha!!!
─
Teru san, esta e minha menina Lenka!!!
Teru
inclinou-se longa e demoradamente a maneira japonesa, cumprimentando
Lenka, enquanto dizia no impecável inglês californiano:
─
É muito honrado Nakamura san que me reverencio a sua bela “menina”
Lenka!!!
Lenka
pôs sua vez surpresa estendia sua mão a Teru que suavemente a
apertava, enquanto ele dizia:
─
É
uma honra também conhecê-lo Mestre Terumitsu, pensara ser o senhor um
amigo japonês de meu pai!!!
─
Não, querida Lenka, Teru san é americano, nascido na Califórnia, é a
primeira viagem sua ao Japão e ao Hawaii. É que vestido aos moldes
tradicionais japoneses, muitos ficam confusos.
E passou
em seguida a apresentar Lenka a Bárbara e Kuramoto que estavam
surpresos, Bárbara pela beleza de mulher que era a filha do Sr.
Nakamura, e Kuramoto ao contrário se encontrava surpreendido com Teru,
pois nunca o vira rir daquela forma mostrando seu alvos e corretos
dentes!!!
Se
aproximou discretamente do amigo e sussurrou em seus ouvidos:
─
Hipon, Sensei!!!
E Teru
ria-se como nunca o fizera antes, o que Bárbara pode notar, a
satisfação do Sr. Nakamura, e agora o sabia porque seriam tão amigos,
e as nuvens pesadas que vira sobre seus negócios se dissiparam
imediatamente.
Todos se
dirigiram para a limusine do Sr. Nakamura, enquanto Lenka,
repentinamente, puxara pela mão de Teru, que não esboçara a mínima
reação, porém fez a bela dama sentir uma forte mão não querendo mais
se separar da sua, enquanto dizia a seu pai:
─
Mestre Teru irá me acompanhar, para que não retorne sozinha!!!
E todos
se riram ao ver a bela Lenka, no seu lindo pareô azul com um belíssimo
colar de flores ao pescoço, puxando um japonês em trajes tradicionais,
todavia perceberam ser ágil como uma pantera, o que foi bem notado por
sua acompanhante.
Seu
automóvel, era um Porche branco conversível, com um belo estofamento
em couro negro, e num pulo sem abrir a porta Lenka se colocava no
local da direção, enquanto virando para Teru ria dizendo:
─
Vamos Mestre!!!
E para
sua surpresa e de todos, viram Teru voar literalmente com aquelas
roupas largas desenhando uma linda e bela coreografia aérea e
assentando-se de modo perfeito ao lado da bela motorista, enquanto
todos os presentes naquele terminal do Aeroporto Internacional de
Honolulu irrompiam em palmas pelo magistral vôo do Ninja japonês.
Enquanto
o Sr. Nakamura, sorrindo dizia para seus amigos:
─
É, hoje minha menina Lenka começou a conhecer um homem de verdade!!!
Enquanto
Kuramoto rindo virava-se comentando:
─
Não tenha dúvida alguma sobre isto, Sr. Nakamura, nenhuma duvida!!!
E notou
o sorriso de satisfação do grande empresário.
Lenka,
rápido saíra do aeroporto, pegara a marginal e ganhara a Nimetz Blvd
sul, passara pelo porto e adentrara a Ala Moana Blvd se dirigindo ao
complexo do Ala Moana Center, um belo shopping center recém
inaugurado.
Estacionando virou-se para Teru rapidamente dizendo:
─
Mestre por favor, me espere 10 minutos que tenho que apanhar algumas
encomendas para minha mãe, e seria mais fácil aguardar-me no carro.
─
Pois não Miss Lenka!!! Respondera Teru, e só ao olhar os olhos com
raios de alegria da belíssima hawaiana, Teru aquiescia a seu pedido.
Teru
sentira a vibração de sua pérola negra em seu peito, e tinha certeza
que era a respeito daquela linda dama. E ficou a pensando no nome
Lenka, que belo nome, escolhera Nakamura san, Lenka quer dizer,
perfume de Lotus, que belo nome...
Foi
quando pressentiu alguém sorrateiramente vindo a suas costas, e num
rápido salto se colocara atrás da figura quando viu tratar-se de Lenka
que tinha intenção de pregar-lhe um susto, e acabou levando-o.
Ainda um
pouco assustada Lenka dizia:
─
Mestre, assim o senhor me mata de susto!!!
─
E
pensar que era esta a minha intenção!!!
─
O
senhor deve ter olhos nas costas, pois era impossível ser notada!!!
─
Bela Lenka, não foi minha intenção assustá-la e por favor me chame de
Teru, como a me perdoar deste susto que involuntariamente o fiz!!!
Lenka
rindo muito, achando muita graça nos modos finos de Teru falar, e
colocava:
─
Ótimo Teru, ótimo!!!
─
E
trouxe algo para ficar mais a vontade!!!
E
recebia das mãos de Lenka uma bela camisa hawaina da mesma padronagem
de seu pareô, azul com os hibiscos brancos, uma belíssima bermuda
branca e um confortável par de chinelos. A que todos fatalmente iriam
apreciar como um belo casal.
─
Pode trocar-se aqui mesmo, Teru, que me virarei para deixá-lo a
vontade!!! Contudo, ainda viu Teru tirar a parte superior de seu
Yukata e pode notar que belíssimo físico tinha seu acompanhante,
tirando-lhe o fôlego!!!
Quando
se virou, Teru estava irreconhecível, era um hawaiano perfeito,
exatamente um local.
Rindo,
Lenka voltando-se a seu acento da forma habitual disse para o amigo:
─
Vamos Terusan!!!
E ficou
aguardando outro salto espetacular, enquanto Teru abria a porta e se
sentava naturalmente. E, Lenka comentava:
─
Teru, você é muito rápido e imprevisível!!!
E pela
vez primeira Teru viu nos olhos de Lenka uma cor diferente que sabia
não serem raios de satisfação e sim algo mais profundo do que isto.
Passando
rápido por Waikiki, Kalakawa Ave, Teru pode notar que Lenka era muito
conhecida, todos falavam, acenavam, que respondia com pequenas
buzinadas de seu Porche e todos podiam sentir estar sua amiga muito
alegre e ria muito com aquele Hawaiano desconhecido e com o colar de
flores o que significava ter acabado de chegar na ilha.
Kalakawa Ave
─
Teru, tenho muito conhecidos por aqui e quando passo é sempre assim,
porém eles hoje estão estranhando, pois não sabem, nem imaginam, quem
você seja, e o povo hawaiano e local é muito curioso!!!
─
Notei Lenka, que você é muito admirada por todos!!!
─
Só um pouco Teru, só um pouco!!! Dizia Lenka sorrindo!!!
Em
Waikiki beach, numa rápida parada, sem sair de seu carro, Lenka
chamara um LIFE GUARD, e rápido conversaram:
─
Jay, por favor guarde meu “long bord” que mais tarde virei apanhá-lo.
─
Este é Teru, que fui agora apanhar no aeroporto!!!
Teru
estendera a mão para o amigo de Lenka, que resolveu pregar uma peça
naquele hawaiano desconhecido para ele, e apertou a mão de Teru com
toda sua força e o brincalhão teve a maior surpresa quando Teru se
concentrando, colocou sua energia naquele aperto e sentiu um ligeiro
quebrar de uma falange do dedo do americano.
Assim
que o carro partiu em disparada Jay se contorcendo com o dedo menor da
mão direita fraturado comentava com o seu colega guarda-vistas:
─
Eu e minhas brincadeiras, fui apertar a mão do amigo de Lenka e fui
massacrado por um alicate, o amigo dela tem na mão um torniquete nunca
vi nada deste jeito!!! E ia tratar de fazer uma tala provisória.
No
automóvel, Lenka que conhecia bem Jay e o vira sair meio sem graça,
perguntara ao amigo:
─
Teru, Jay apertou sua mão???
─
Bem Lenka, ele na verdade tentou, e como é algo que não estou
acostumado, acredito que tenha apertado a dele com um pouco mais de
força, e tenha quebrado, sem o desejar, um de seus dedos e devo depois
pedir a ele desculpas por este fato.
Lenka se
ria em demasia,pois varias vezes avisara a Jay que ainda iría se dar
mal com aquela mania, e mais uma vez Teru notou aquele brilho
diferente nos olhos de Lenka!!!
─
É
Teru, sempre disse a ele que um dia iría se machucar!!! E continuava a
rir e muito...
Seguindo
por Diamond Head Blvd, continuaram em direção a Kahala, um bairro fino
localizado ao sul da ilha, e numa bela mansão, em frente a dois belos
portões trabalhados em ferro forjado, pintados de branco com detalhes
em dourado, deu duas leves buzinadas e uma voz se ouviu:
─
Pode entrar senhorita Lenka!!! E, os dois portões se abriam
automaticamente.
Lenka se
dirigindo pela alameda lateral esquerda acabou por estacionar em
frente a mansão vendo na varanda dando para a piscina, seu pai, sua
mãe e os recém chegados.
E todos
ficaram surpresos com os trajes de Teru, enquanto sua mãe preocupada
perguntava:
─
Lenka, onde você deixou Mestre Terumitsu???
─
Isto não é hora de sair com seus amigos!!!
E todos
se riam muito enquanto o Sr. Nakamura explicava a sua esposa:
─..Calma
Waimea, este é mestre Terumitsu. Que Lenka sabiamente achou mais
adequado, trocar suas roupas de samurai, por hawaianas!!!
A mãe de
Lenka, uma tradicional hawaiana, rindo muito e totalmente a vontade,
característica do povo Polinésio, a maneira hawaiana beijou Teru nas
faces enquanto falava satisfeita:
─
Aloha Teru, Aloha!!!
E Teru
aprendera a lição, e beijando a mãe de Lenka da mesma maneira dizia:
─
Aloha Waimea, Aloha!!!
E
Nakamura san, ria a valer, pois sabia que sua Waimea havia sentido
bons fluidos em Teru san.
─
Pois esta é minha menina, do aeroporto para casa já fez de Teru san um
hawaiano!!!
Porém Kuramoto e Bárbara notaram, que Lenka não mais tirava seus
lindos olhos de Teru san!!!
─
Venha Teru, é hora da piscina!!! E, tirando seu belo pareô, por baixo
trajava um lindo biquíni da cor azul clara, como as das águas
hawaianas, que em contraste, com sua pele bronzeada destacavam um
fantástico e perfeito escultural corpo feminino.
Lenka
correndo na direção de Teru, tentara o empurrar na piscina, e para sua
total surpresa se viu flutuando no espaço e suavemente sendo pousada
na grama, uma sensação diferente jamais sentida antes. Enquanto todos
se encontravam totalmente surpresos com aquele vôo espetacular,
involuntário de Lenka, Teru rapidamente tirava sua camisa e pegando
Lenka delicadamente em seus braços, pulava nas límpidas águas da
piscina.
E a
senhora Waimea virando-se dizia para o marido:
─..Nakamura,
nossa filha conheceu um homem!!!
─..Waimea
você esta repetindo a palavras que disse no aeroporto!!!
E
Kuramoto e Bárbara se entreolharam, e ao mesmo tempo disseram
─
E
Teru san achou a sua mulher!!!
E
começaram a rir face a coincidência de pensamentos.
Na
piscina Lenka refeita do susto, surpresa por estar ainda nos braços de
Teru, dizia baixinho em seus ouvidos.
─
Teru você me surpreende, em toda minha vida nesta piscina é a primeira
vez que não consigo empurrar alguém n'água, e ao contrário caio
abraçada com esta pessoa!!!
─
Para tudo há uma primeira vez Lenka!!! Disse Teru também sussurrando.
Lenka
estava gostando de estar nos braços de Teru, que também gostara muito
de tê-la nos braços, porém como a “suavidade do caminho”, de forma
leve a deixou nadar.
Chegando
a borda da piscina Teru saia d'água como impulsionado por molas
invisíveis, e todos notaram como era forte, não músculos enormes
avantajados produzidos por aparelhos, eram definidos e através de
muito preparo através de ginástica, uma aula de anatomia. Seus cabelos
um pouco mais longos do que o habitual e no pescoço um colar feito por
um fio preto de couro trancado, tendo ao centro pendurado um pequeno
saco do mesmo material.
Lenka
curiosa com aquele estranho colar perguntava:
─
Teru, o que é este pendant!!!
─
Querida Lenka, este é um talismã de minha família, guarda um pouco de
meus ancestrais!!!
Com tal
resposta, Lenka percebera ter esgotado aquele assunto. A conversa
mudara de rumo naturalmente enquanto Teru percebia mais uma vez nos
olhos de Lenka raios cada vez mais intensos quando olhavam para ele.
Teru, de
bermudas molhadas estava interessante, e sentado com os amigos,
conversava animadamente, como não era de seu costumeiro habito.
─
Nakamura san, Waimea san, a menina Lenka e muito amável e simpática,
uma agradável companhia.
─
Obrigado Teru san, isto nos faz ficarmos muito orgulhosos de nossa
menina, vindo por um conhecedor profundo das pessoas!!!
─
A
propósito, seria interessante, Waimea, mostrar aos nosso honrados e
especiais hóspedes seus aposentos pois acredito que queiram colocar
roupas mais adequadas,ou mesmo tomar um banho de piscina.
Bárbara
achou a idéia ótima, no tocante a colocar uma roupa mais confortável,
já Kuramoto gostara da idéia de um mergulho na piscina, e em poucos
minutos retornavam e continuavam a animada conversa dentro d'água,
enquanto Bárbara e Waimea trocavam comentários femininos.
Passaram
quase toda a tarde neste relax, quando ao término do sol forte se
retiraram a fim de se prepararem para o jantar que a família Nakamura
iría oferecer ao ilustre artista Kuramoto, apresentando-o a um seleto
grupo da sociedade hawaiana.
Às
19:00 h, Teru vestindo um impecável “sumer”, acompanhado de Kuramoto
igualmente trajado, e Bárbara, num elegante longo champanhe, se
apresentavam no grande salão da mansão dos Nakamura.
Os
convidados todos de Black & Tie, se iniciavam a fazer presentes, Teru
tinha em sua lapela um broche de uma bela flor de cerejeira
estilizada, esmaltada de vermelho, tendo a seu centro uma bolinha
branca, o emblema da Kodokan, utilizado somente pelos senseis,
Kuramoto no mesmo local em seus trajes apresentava um botão com uma
belíssima Pérola Negra, a sua assinatura.
Apresentações, comentários rápidos, alohas e hellos, porém Teru ainda
não vira Lenka, quando seus sentidos o direcionaram para olhar a
escada. Sua amiga, num lindo longo justo de seda branca, com pequenos
brocados produzindo suaves reflexos, mostrava a beleza de suas curvas
e formava um belo contraste com a cor bronzeada de sua pele.
Seus
longos cabelos soltos e de seu lado esquerdo fixado por um belo grampo
estava apensa uma bela orquídea hawaiana. O conjunto composto por este
retrato deixava a todos maravilhados pela beleza da única filha dos
Nakamura.
Teru se
aproximou ao pé da escada, estendendo a mão a bela dama que adentrava
ao salão com um lindo sorriso de plena felicidade, enquanto dizia para
a sua acompanhante no leve sussurro:
─
Linda Lenka, linda!!!
O
sorriso de Lenka se acentuava ainda mais e seus olhos emitiam raios
cada vez mais fortes de felicidade.
Teru
ficara um pouco desconcertado pois podia ler através dos olhos de
Lenka, seus mais íntimos pensamentos, que afirmavam estar Lenka por
ele apaixonada.
O jantar
impecavelmente servido teve seu início com um belo coquetel de frutos
do mar e posteriormente, a maneira francesa, já com os convidados em
seus devidos locais às mesas, espalhadas ao redor da piscina, os
garçons serviam o prato principal. A tona d'água era repleta de flores
exalando um suave perfume, e formando belos e serpenteados desenhos.
Após o
jantar Lenka e Teru ficaram um pouco mais afastados, conversando e
notara que seu amigo quase não jantara o que causara certa surpresa.
Conversava procurando conhecer mais detalhes da vida de Teru, e tudo a
encantava ainda mais.
A luz da
lua, refletindo em seus lindo olhos suplicava a Teru que a beija-se
porém Teru conhecedor da consciência humana e seus desejos considerou
ainda não ser aquele o momento, prolongando um pouco mais aquele jogo,
tal e qual as técnicas do Judô o orientavam.
A noite
passara muito rápido para o casal, e todos já haviam se retirando,
quando Teru, suavemente, colocou a Lenka que seria hora de descansarem
também.
─
É
verdade Teru, estava tão distraída que nem percebi que todos já haviam
se retirado, e amanhã iremos conhecer a ilha e alguns amigos.
─
Obrigada, Lenka por sua bela companhia.
─
Eu é que agradeço Teru san, desde há muito que não tenho uma noite tão
maravilhosa.
Durante
a noite Teru, em seu mentalizar com a pérola negra percebera na
varanda do quarto de Lenka, uma figura a observá-lo, porém não deu
qualquer sinal de estar acordado, tinha absoluta certeza que Lenka por
ele se achava apaixonada do mesmo modo que por ela se encontrava.
Pela
manha cedo, enquanto todos ainda descansavam, Teru e Lenka saiam para
conhecer a ilha, esportiva e alegremente se vestiam e conversavam.
Tomaram
o rumo de Kokohead, o lado leste da Ilha de Oahu, passando por Kaneohe,
e a Ilha Chinese Hat (Chapéu Chinês), característica desta parte da
Ilha. Em Laie e seu tradicional Polynesian Cultural Center, Lenka
comentou:
─
Teru, agora você irá conhecer a Polinésia, o meu sonho!!!
Teru não
acreditava, iría conhecer e sentir pela primeira vez o sentimento da
cultura Polinésia ao vivo, e com Lenka comentando e mostrando aquele
ambiente sua apreciação seria de forma notável e a ser para sempre
lembrada.
A grande
pérola negra o orientava para inicialmente conhecer os aspectos da
Polinésia Francesa, que Teru solicitando a Lenka de imediato
aquiesceu.
Ao
ouvirem o som do Tamure, Teru percebeu que a grande pérola negra lhe
transmitia uma vibração diferente um misto de excitação com saudade,
enquanto dizia para Lenka:
─
Este som é fantástico, bonito, envolvente, inesquecível!!!
─
Realmente Teru, ele é inebriante!!!
O
conhecer o Centro Cultural da Polinésia, levara todo o dia, e a noite
ao assistirem o famoso show e seus jogos com as tochas, deixaram a
Teru maravilhado e com a forte vontade interior de terminar seu
veleiro e rumar para a Polinésia o quanto antes.
Ao
finalizar as atividades no Centro Cultural retornaram a mansão e
acertando para o dia seguinte conhecerem North Shore, que nesta época
do ano não tem ondas, pois só no inverno ocorrem, porém teria Teru
oportunidade de conhecer de forma diferente o local e alguns amigos de
Lenka.