,




 

 

 

 
 


Desde 10.03.2006
Número de Visitas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O VELEIRO E A ALMIRANTA

 

O texto que apresentamos em tela, diz respeito a afinidade ou não, das Almirantas com os nossos amigões.  

Na verdade é um acumulo de experiências e histórias que tomamos conhecimento e acabaram por nos dar uma diretriz, do porque o gostar ou não das Almirantas do maridão, que deveria ser dela também. 

A fim de colocarmos bem o tema e ser de forma melhor entendido, imaginamos algumas historias que se acercam em muito da verdade dos fatos.

Então vamos a elas...

Fernando, desde sua juventude, curtia a vela e o velejar em sua plenitude. Iniciara com um Pinguin, depois o Lighting e o Soling. Participou ativamente de muitas regatas, por varias vezes saiu com amigos no velejar em cruzeiro. Enfim, era um amante da vela de forma plena.

Graduou-se em engenharia mecânica, concurso feito para a Petrobrás, aprovado como engenheiro de produção. Apareceu a oportunidade de trabalhos da empresa no exterior, faturando em dólares.

Já casado, a Almiranta exultante com o progresso profissional do maridão, agilizava as contas e os investimentos levados a efeito no Brasil.

E Fernando acaba por adquirir seu belíssimo veleiro 47 pés novo em folha e equipado com a mais moderna tecnologia, no que tange a eletrônicos e equipamentos.

A Almiranta acompanha de perto toda esta volúpia de Fernando pelo amigão. Todavia, não conhecia nada de vela ou mar, pelo qual sempre deteve certo grau de medo. Mar só na praia para se bronzear e curtir o sol e os amigos no gostoso bate papo.

E chega o tão esperado dia da saída no veleiro, comprovar tudo aquilo que o maridão apunha de ser o velejar algo fantástico e inesquecível.

Na véspera a arrumação do lanche,tudo do bom e do melhor, queijos, patês, tira-gostos especiais, e ainda as bebidas, refrigerantes para o casal de filhos, Cláudia com 10 anos e Fernadinho com 7 anos.

A cerveja gelada, o vinho branco separado para a Almiranta, aquele que ela mais gosta, enfim tudo nos conformes.

O sábado de lua cheia, amanhece ventando. As forcas da lua atuando na natureza. O sol de verão mas o mar grosso.

Tal fato nem e levado a analise de Fernando que ainda se põe mais feliz face a poder testar o amigão melhor, com orcas forcadas e a diversão plena.

Na saída da Marina, já com a storm sail a pora e a grande no segundo riso, o amigão em disparada, 7 a 8 nos aquela orca comandando a velejada. Dentro da cabine algumas coisas voam, e a Almiranta já assustada, não só com o veleiro, mas com Fernandinho já enjoado e Cláudia branca de pavor. Sua prole esta em risco!!!

Fernando diz que e assim mesmo, depois acostumam. São marinheiros de primeira viagem, diz rindo e curtindo o amigão a valer.

Mas a Almiranta já está em fase de luz vermelha.seus filhos passando mal, e não esta mais interessada em veleiro ou velejar quer urgente retornar a terra.

Pede, implora, chora e por fim Fernando a contra gosto aquiesce e volta a Marina.

O farnel caprichado, inteiro intocado e ofertado aos funcionários da Marina, que passam a olhar o veleiro do Dr. Fernando com aquele especial carinho.

Em casa aos pés de Nossa Senhora de Fátima, a Almiranta, comovida, agradece a sua Santa protetora ter salvo a ela e seus filhos da morte no mar.

E, promete nunca mais por os pés em um veleiro, nem morta!!!! 


Capistrano, filho de militar, o quarto da série de sete, conheceu a vela quando o pai servia na Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro.  

Achou o velejar notável e passou a curti-lo na medida do possível, pois vela era coisa para milionário, como dizia seu Pai o Coronel Pádua. 

Assim, só conseguia velejar em barcos pequenos e sonhava entrar em um veleiro de cruzeiro. 

Certa vez fora convidado por um amigo de seu Pai a ir até a Angra dos Reis no veleiro deste, e jamais esqueceu a aventura vivida. Sonhava com ela sempre que podia. 

Formou-se em Medicina, fez cursos especializados e se tornou um obstetra da melhor cepa. Conceituado no seu meio profissional com dos mais destacados, acabou juntando e fazendo economias para construir o seu amigão. 

Partiu para a construção amadora com um notável assessor lá de Santa Catarina, que também tinha uma empresa de teares e construía veleiros e maquetes pr encomenda. Era dos mais destacados conhecedores de construção amadora à época, o que fez a Capristano economizar em muito. 

A Almiranta de inicio ficara meio preocupada com aquele investimento, mas aos poucos começou a acompanhar o amigão nas suas idas a Santa Catarina, a fim de ver como andava a construção do amigão. 

Foram 4 anos e o amigão estava pronto para ir a água. Acertou com o seu agora amigo e não mais assessor que levou o veleiro para o Rio de Janeiro, Marina da Glória, o cartão de visitas náutico do Rio e justo quando ocorria o maior evento náutico sul americano, o Rio Boate Show. 

Já na Marina, durante a semana Capistrano sempre na hora do almoço ia lá, fazia uma refeição rápida e conhecia os funcionários da Marina, tratando inclusive da saúde deles e atendendo em seu consultório gratuitamente seus familiares. Isto acabou tornando-o muito estimado e por conseqüência seu amigão sempre bem tratado. E foi colocando seu amigão nos trinques. Os amigos ou ele próprio quando ia ao exterior sempre trazia um eletrônico para o amigão, e aproveitava para ver e conhecer mais sobre os melhores produtos náutico e as novidades do mercado. 

Devagar fora colocando tudo de acordo e a Almiranta passara aos finais de semana a dormir no veleiro atracado no pier. Gostara da idéia, e deixando os filhos com a baba, viva noite de lembranças da lua de mel no veleiro que só trazia alegrias e bons momentos vividos com Capistrano.  

E a Almiranta começou a questionar, quando iriam velejar. 

O maridão sempre colocando que faltavam ainda alguns finalmentes de segurança e foi empurrando com a barriga ate que a Almiranta não pensava em outra coisa senão velejar. 

Finalmente, num sábado, de quarto minguante, as forcas da natureza todas desaparecidas. O mar passado a ferro, vento zero, calor de rachar, mês de janeiro, ele diz a Almiranta, E Hoje Mor!!!! Pega o Jorginho, que e o mais velho, o farnel já esta preparado no barco, tudo arrumado ontem a tarde. 

E lá sai o veleiro da Marina da Glória pela primeira vez, no motor e a genoa panejando com a mestra. O vento era tão fraco que pena de urubu nem levantava do chão. 

Jorginho corre de lá para cá no deck, vai a proa e volta, mexe em tudo e pergunta sobre tudo, e tome de sorvete, guaraná, sanduíche e tudo mais que sempre gostou. Esta feliz da vida como nunca. 

A Almiranta feliz em ver a felicidade de seu menino, e tomando sua cervejinha gelada, começa a achar notável este lance de andar de veleiro. 

Só que o barulho do motor incomoda e sem vento a coisa e muito monótona. 

Capri, vamos da outra vez sair com vento, ok benzinho!!!! E tome de smack no maridão. 

Ao cair da tarde, o sol dourando tudo e todos, Jorginho já dormindo de tao cansado, o barquinho retorna a Marina. Aquele momento intimo, gostoso, intimo e diferente. 

E ao chegar na Marina já no pier, começa a conversar com o maridão. 

- Bem, Capri, ali vamos colocar isto aqui mais isto e mais aquilo, vamos dar um toque mais feminino, tenho uma amiga arquiteta que vira comigo durante a semana acertar as coisas. Almofadas com cores mais alegres um boa mesa de mogno desmontável no cockpit, igual à de nosso vizinho, bla bla bla!!!


Cláudio, finalmente conseguira depois de muito esforço e sacrifício, comprar seu sonhado veleiro. Sempre fora caroneiro do veleiro dos amigos. 

Casado de novinha sonhava com sua Almiranta ‘a proa. Cá entre nos uma Almiranta de fechar o comercio, e Cláudio a imaginava com aquele biquini maravilhoso, que deixava a rapaziada do Clube de boca aberta, ela toda bronzeada e dourada pelo sol do fim de tarde. Quadro este que pintara e não saia de sua mente. Seriam momentos jamais esquecidos. 

Entretanto, o veleiro todos os sábados, domingos e feriados, o veleiro passou a ser o concorrente da princesa. 

- Cláudio, vamos hoje a casa da Mamãe, hoje e domingo e estão já reclamando que ha muito tempo não vamos lá, antes do barco íamos sempre!!! 

- Vai lá Mor, tenho que ir no veleiro, hoje não da, um amigo vai lá me ensinar a mexer no computador com as cartas digitais e não posso perder esta oportunidade. Dá aquele abração a todos, Tchau que já estou atrasado!!!

E lá vai a Almiranta para a casa da Mamãe, uma arara e sozinha. 

- Oi filhinha, tudo bem, que cara feia e esta, e cadê o Cláudio... 

- Ta lá no tal veleiro, não pensa em outra coisa. Agora ate a noite em casa não sai do computador. Um tal Sombra, um velho aposentado que esta fazendo a volta ao mundo meteu na cabeça dele que e fácil e ele não pensa noutra coisa a não ser nesta maluquice. 

- Veja só Mamãe se isto tem cabimento, coisa de gente maluca e irresponsável!! 

E nesta o Sombra, entrou pelo buraco, sentenciado, culpado e executado!!! 

- Gostar até que gosto das velejadas, mas tenha dó Mãe, prisão nem morta!!!


Assim, o importante e cativar, criar um vínculo, fazer do amigão o maior aliado e amigo das Almirantas. Ser o caminho do dialogo, da afinidade e do prazer comum. Este é o rumo. 

Vejam se a historia do Cláudio tivesse outro enredo. 

- Cláudio vamos à casa da Mamãe, que faz tempo não aparecemos por lá e já estão reclamando. 

- Claro Mor, e sempre aquela alegria conversar com o Sogrão, que aliás esta curtindo, que está adorando participar do Grupo do Sombra na Internet, esta ate lendo os livros deles, lá comprou todos!!! 

Depois no final de tarde, vamos todos no Clube para fazermos o Happy Hour no cockpit do amigão. Eles voltam e agente curte a noite por lá... 

Beleza Morzinho, vou mostrar a todos nosso barquinho!!!


O importante e ter sempre a Almiranta como aliada, sócia em tudo, e ver que o amigão e mais um vinculo de ligação no casal e não um concorrente. E dar sempre de Capistrano, ir de vagar, com jeito, fazer crescer a amizade da Almiranta pelo amigão.  

Nada de forçar barra, de criar antagonismos e dissabores face estar no amigão. Este deve e sempre o elemento aglutinador de toda a família e o prolongamento do carinho e amor dedicado a Almiranta. 

E dai, a Almiranta da a volta ao mundo, vai até Marte, pois o veleiro e dela também e tudo a ele referente diz diretamente a ela também.

João Sombra
Março de 2005

   Retornar à TEXTOS DAS 5ª FEIRAS